Primeira Liga 2025/26: o título do FC Porto e os números de uma temporada intensa
O FC Porto conquistou o 31.º título na Primeira Liga 2025/26. Um olhar sereno sobre os números da época: golos, defesas fortes, séries invictas e o melhor marcador, Luís Suárez.
Como alguém que acompanha o futebol português há muitos anos, aprendi a olhar para além do resultado de cada jornada e a procurar a história maior de uma temporada. A época 2025/26 da Primeira Liga foi precisamente disso: uma corrida intensa, decidida nos detalhes, com recordes individuais e coletivos que merecem ser recordados agora que uma nova época já arrancou.
O regresso do FC Porto ao título
O grande protagonista foi o FC Porto, que conquistou o campeonato e chegou assim ao seu 31.º título nacional. O clube selou a conquista ao vencer o Alverca por 1-0, garantindo o troféu ainda com duas jornadas por disputar. Depois de anos de espera, o regresso ao topo teve um sabor especial para os adeptos portistas, e confirmou o peso histórico do clube na competição.
Uma época de números
A temporada arrancou a 8 de agosto de 2025 e terminou a 16 de maio de 2026. Ao todo, foram 306 jogos e 821 golos marcados, uma média de 2,68 por partida. Estes números confirmam uma liga competitiva e com muitas oportunidades ofensivas. Para quem gosta de estatísticas, foi uma época rica, em que quase todas as jornadas trouxeram algo digno de análise.
Defesa forte e séries impressionantes
A base do título portista esteve na solidez defensiva: o FC Porto foi a melhor defesa da liga, sofrendo apenas 18 golos em 34 jogos. Do outro lado, o Benfica protagonizou uma série invicta de 34 encontros, enquanto o FC Porto somou onze vitórias consecutivas. O maior público da época foi de 66.366 espetadores, no empate 2-2 entre Benfica e Porto, a 8 de março de 2026.
Suárez, o melhor marcador
No plano individual, o destaque foi Luís Suárez, do Sporting CP, que terminou como melhor marcador da Primeira Liga com 28 golos. É curioso que o artilheiro da época tenha jogado pela equipa que ficou em segundo lugar, o que mostra como o mérito individual nem sempre coincide com o título coletivo. Foi, ainda assim, uma exibição goleadora que ficará na memória.
O meu olhar sereno
Agora que a época 2026/27 já começou, em agosto, olho para trás com equilíbrio. Um título não apaga os desafios que cada clube enfrenta, nem garante nada para o futuro. Ainda assim, a temporada passada mostrou uma liga viva, com defesas fortes, séries notáveis e um goleador de exceção. O verdadeiro teste será ver se esta intensidade se mantém na nova época que agora arranca.





